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Pesquisa de Palavras-Chave: Ferramentas e o Processo Passo a Passo

  • SEO
Ilustração do artigo "Pesquisa de Palavras-Chave - Parte 2: Ferramentas e Processo". Blog do FP

No artigo anterior, você aprendeu os fundamentos de palavras-chave — os tipos, a estratégia de long tail e por que a escolha certa muda tudo. Agora vamos à parte prática: o processo passo a passo.

Vou ser direto: seu brainstorm sozinho vai te dar 20 ou 30 ideias de palavras-chave. Parece bastante, mas seu público busca por centenas de variações que você nunca imaginaria. As ferramentas existem para revelar essas variações — e os dados por trás de cada uma.

Neste artigo, vou te mostrar o método que uso, do brainstorm inicial até a análise detalhada. O mais importante aqui é entender o processo. Ferramentas mudam, preços mudam, surgem novas. Mas o processo permanece o mesmo.

Neste artigo, você vai aprender:

  • O processo em 3 passos que funciona com qualquer ferramenta
  • Ferramentas gratuitas para começar hoje (sem gastar nada)
  • Ferramentas pagas e quando vale o investimento
  • Como analisar cada palavra-chave (volume, dificuldade, relevância)

Tempo de leitura: 10 minutos


O Processo em 3 Passos

O método é simples e funciona independente das ferramentas que você usar. Eu sigo esses mesmos passos toda vez que planejo conteúdo para o ecossistema FP.

Passo 1: Brainstorm Inicial (Seu Conhecimento)

Antes de abrir qualquer ferramenta, faça um exercício mental. Você conhece seu público e seu nicho melhor do que qualquer algoritmo — use isso.

Pergunte-se:

  • O que meus leitores/clientes perguntam com frequência?
  • Que problemas eles têm que eu posso resolver?
  • Que palavras eles usam (não jargões técnicos do meu vocabulário)?
  • Se eu fosse iniciante no meu nicho, o que eu digitaria no Google?

Organize por categoria. Eu gosto de fazer isso em tópicos. Por exemplo, quando planejei conteúdo sobre SEO para o Blog do FP, meu brainstorm ficou assim:

Categoria SEO:

  • seo para iniciantes
  • como fazer seo no wordpress
  • quanto tempo leva para seo funcionar
  • seo vale a pena para blog pequeno
  • ferramentas de seo gratuitas
  • diferença entre seo e google ads

Categoria Email Marketing:

  • como criar lista de emails do zero
  • melhor ferramenta de email marketing
  • email marketing para afiliados
  • automação de emails para iniciantes

💡 Dica que aprendi na prática: Entre em grupos do Facebook, fóruns e comunidades do seu nicho. Preste atenção nas perguntas que as pessoas fazem. A linguagem que elas usam é exatamente o que digitam no Google. Eu faço isso regularmente e sempre descubro termos que não teria pensado sozinho.

Passo 2: Expanda com Ferramentas (Multiplique Ideias)

Agora pegue as ideias do brainstorm e multiplique usando ferramentas. Eu costumo começar pelas gratuitas para ter uma visão geral, e só parto para as pagas quando preciso de dados mais precisos.

A lógica é simples: não gaste dinheiro até provar que o processo funciona para você.

Ferramentas Gratuitas (Comece por Aqui)

Google Autocomplete — A mais simples e poderosa.

Abra o Google, comece a digitar sua palavra-chave e veja as sugestões que aparecem. Essas sugestões são baseadas em buscas reais que as pessoas fazem. É ouro puro — e é grátis.

Dica: adicione letras do alfabeto depois da palavra-chave para descobrir mais variações. Digite “seo para” e depois “seo para a”, “seo para b”, “seo para c”… Cada letra revela novas sugestões.

Google Keyword Planner — Dados do próprio Google.

Ferramenta oficial do Google Ads, mas pode ser usada gratuitamente (precisa criar uma conta no Google Ads, mas não precisa gastar). Mostra volume de busca estimado e nível de concorrência. Os dados de volume são em faixas (ex: 1K-10K), não valores exatos — mas para começar, é suficiente.

Google Trends — Tendências e sazonalidade.

Mostra como o interesse por um termo evolui ao longo do tempo. Útil para identificar tendências de crescimento, sazonalidade (termos que picos em certas épocas do ano) e comparar termos similares. Por exemplo: “black friday ofertas” tem um pico enorme em novembro, enquanto “presentes de natal” pica em dezembro.

“As pessoas também perguntam” — Direto do Google.

Quando você busca algo no Google, geralmente aparece uma caixa chamada “As pessoas também perguntam” com perguntas relacionadas. Cada pergunta é uma potencial palavra-chave long tail — e mostra exatamente o que as pessoas querem saber sobre o tema.

Answer The Public — Visualização de perguntas.

Ferramenta que gera perguntas e variações baseadas em uma palavra-chave seed. A versão gratuita tem limite de buscas diárias, mas já dá uma boa visão. Mostra perguntas com “como”, “por que”, “quando”, “onde” — ótimo para encontrar long tails informacionais.

Ferramentas Pagas (Quando Vale Investir)

As ferramentas pagas oferecem dados mais precisos, análise de concorrência e funcionalidades avançadas. Mas são investimentos significativos, então vale entender cada uma antes de decidir.

Ubersuggest (~R$ 150/mês) — A mais acessível.

Na minha opinião, é o melhor custo-benefício para quem está começando a investir em ferramentas pagas. Mostra volume de busca real, dificuldade de palavra-chave (KD), ideias de conteúdo e análise básica de concorrência. Tem uma versão gratuita com limitações que já ajuda bastante.

Semrush (~R$ 600/mês) — A mais completa.

É a referência do mercado. Análise profunda de concorrência, auditoria de SEO, rastreamento de posições, banco de dados imenso de palavras-chave. O preço é salgado, mas se SEO é central para o seu negócio e você já tem alguma tração, pode valer o investimento.

Ahrefs (~R$ 500/mês) — Forte em backlinks.

Similar ao Semrush em funcionalidades, com foco especialmente forte em análise de backlinks. Excelente para estratégia de link building e análise de concorrentes.

Minha recomendação honesta: Comece com as ferramentas gratuitas. Quando sentir que precisa de dados mais precisos e já tem algum retorno do SEO, experimente o Ubersuggest. Semrush e Ahrefs são para quando o SEO já é uma operação mais madura.

Passo 3: Analise Cada Palavra-Chave

Agora que você tem uma lista expandida (provavelmente 50-100+ palavras-chave), precisa filtrar e priorizar. Nem tudo que você encontrou vale o esforço de criar conteúdo.

Para cada palavra-chave, analise quatro critérios:

1. Volume de Busca

Quantas pessoas buscam esse termo por mês?

  • 0-100: Muito baixo. Pode valer se for super específico e com alta intenção de compra
  • 100-1.000: Ideal para começar. Concorrência geralmente menor, tráfego real
  • 1.000-10.000: Bom volume. Concorrência moderada a alta
  • 10.000+: Alto volume, mas concorrência geralmente brutal

Para iniciantes, o sweet spot é 100-1.000 buscas/mês. Volume suficiente para trazer tráfego, mas baixo o bastante para ter concorrência viável.

2. Dificuldade (Keyword Difficulty — KD)

Quão difícil é ranquear na primeira página para esse termo? As ferramentas pagas geralmente dão uma nota de 0 a 100:

  • 0-30: Fácil. Vá em frente — boa chance de ranquear
  • 31-50: Médio. Viável com conteúdo de qualidade e alguma autoridade
  • 51-70: Difícil. Precisa de autoridade e backlinks
  • 71-100: Muito difícil. Deixe para quando seu site for uma autoridade no nicho

Para quem está começando: mire em KD 0-30. Conforme ganha autoridade, pode ir subindo gradualmente.

3. Relevância

A pergunta mais importante: essa keyword se relaciona com o que você oferece?

Não adianta trazer tráfego irrelevante. Se você escreve sobre marketing digital e cria conteúdo para “melhor receita de bolo” só porque tem volume alto e KD baixo, o tráfego que chega não vai se interessar por nada mais no seu site.

Pergunta teste: Alguém que busca esse termo se interessaria pelo restante do meu conteúdo? Se sim, vale a pena. Se não, descarte.

4. Análise da Concorrência Real

Esse passo é gratuito e poderoso: busque a palavra-chave no Google e analise os 10 primeiros resultados.

Olhe para:

  • Quem está ranqueando? São todos sites gigantes (Amazon, Wikipedia, portais)? Ou há blogs menores também? Se há blogs menores, é um bom sinal — você tem chance.
  • A qualidade do conteúdo é alta? Leia os primeiros resultados. Se o conteúdo é raso, genérico ou desatualizado, é uma oportunidade. Você pode fazer melhor.
  • O conteúdo responde bem à busca? Às vezes os resultados não são tão bons quanto poderiam ser. Se você consegue criar algo mais completo, mais claro e mais atualizado, tem vantagem.

Exemplo Prático: Pesquisa Para Um Artigo Real

Deixa eu te mostrar como aplico isso na prática. Quando planejei esta série sobre SEO para o Blog do FP, o processo foi:

Brainstorm: Listei tudo que um iniciante em SEO precisaria saber — conceitos, ferramentas, processo, erros comuns.

Expansão: Usei Google Autocomplete para cada tema. “SEO para” revelou dezenas de variações. “Palavras-chave como” mostrou perguntas que eu não tinha pensado.

Análise: Para cada potencial artigo, verifiquei se havia concorrência viável. “SEO para iniciantes” tem bastante concorrência, mas com um ângulo diferenciado (experiência real de TI + linguagem acessível) e conteúdo mais completo que vários resultados, é viável.

Resultado: Os 8 artigos desta série, cada um mirando em clusters de palavras-chave long tail relacionadas ao tema central.


Próximos Passos

Enfim… agora você tem o processo completo de pesquisa de palavras-chave:

  1. Brainstorm: Use seu conhecimento do público para gerar ideias iniciais
  2. Expanda: Multiplique com ferramentas (comece pelas gratuitas)
  3. Analise: Filtre por volume, dificuldade, relevância e concorrência real

Esse processo funciona independente das ferramentas que você escolher. O importante é dominar o método — as ferramentas são apenas facilitadoras.

Mas aqui está o ponto crucial: ter uma lista de 100 palavras-chave não adianta nada se você não entender a intenção de busca por trás de cada uma. Uma pessoa que busca “comprar notebook” está em um momento completamente diferente de quem busca “como escolher notebook”. Se você criar o conteúdo errado para a intenção errada, vai desperdiçar todo seu esforço.

No próximo artigo — que considero o mais importante dos três sobre palavras-chave — vamos dominar a intenção de busca, aprender a priorizar o que criar primeiro, e ver estratégias específicas para diferentes tipos de site (blog, e-commerce, serviços locais, afiliados).

Próximo artigo: Intenção de Busca: O Segredo Que Separa Conteúdo Que Rankeia do Resto

Qual ferramenta você já usa (ou pretende testar)? Comenta aí!

Até a próxima! 🤝


Quer se aprofundar?


Sobre o autor:

Fernando Pimenta tem 26+ anos de experiência em TI e infraestrutura, MBA em Marketing Digital & Analytics, e combina conhecimento técnico profundo com estratégias práticas de marketing de conteúdo. Esta é a série “SEO Descomplicado”, criada para ajudar quem quer construir presença orgânica sólida no Google — do zero ao resultado.

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